domingo, 18 de setembro de 2011

relembro-te ♥


Os meus olhos, não te conseguem ver como te viram no primeiro beijo, não conseguem ver como alguém que já viram, os meus olhos fecharam-se perante aquilo que no fundo és, e só conseguem ver naquilo que te tornaste. Agora não sei se tu mudaste, ou fui eu que nunca conheci o teu verdadeiro "eu", se calhar tu sempre foste assim, mas a minha vontade de sempre estar ao teu lado, tornou-me cega o suficiente, para não conseguir ver o teu verdadeiro eu. Não te censuro pelo que és (hoje), não te julgo pelo que sempre foste ou pelo que te tornaste, apenas julgo-me a mim, que depois de tantos avisos, sempre te defendi do mundo, sempre te aparei todas as quedas, como se tudo em ti fosse verdadeiro, e o que os outros diziam fosse falso de todo. Não posso jurar-te que sempre fiz tudo o que pode e não pode, por nós dois, porque não dei importância ao que estávamos a construir, quando era necessário. Podia fazer-me culpada, pelo nos corações não serem compatíveis, mas perdi bastante tempo a pensar em ti, e somente a ti, a cometer loucuras por ti, para neste momento poder-me fazer culpada pelo fim, que nos aparece várias vezes á frente. Agora, posso-te fazer culpada do fim, que todos os dias vagueia entre nós, não te posso é fazer o único culpado, ou culpado de tudo, porque enquanto tudo era real, quando tudo o que era teu passou a ser meu, e vise-versa, tu deste tudo por nós, pensaste sempre em nós, e somente em nós. Não posso dizer, que tudo foi á base de erros, falhas, e mentiras, porque mentiria, porque apesar de nunca ter havido amor como esperado, houve amor, carinho e respeito, até houve saudade nos momentos certos. Nunca me deixaste partir, por muitas vezes que eu quisesse ir. Sempre pensei, que nós tínhamos algo que pouca gente tinha e tem, confiança e sinceridade entre nós, iludi-me, e mais uma vez faço de ti culpado por isso, porque tu fizeste-me acreditar no que eu achava impossível, fizeste acreditar num amor que eu sei que nunca foi real, e que mesmo que se volte a tentar, nunca será real, porque nós nunca saberemos lidar um com o outro, nunca saberemos estar presos um no outro, a única coisa que sabemos estar, é juntos. Foste um grande luta, um grande desafio, sempre me deste motivação para ficar, para permanecer sempre, mas nem sempre as coisas são como desejamos no passado, e eu desisti, desisti correndo o risco de um dia, quando quiser voltar a lutar, ser tarde, e a verdade é que hoje é tarde para te dizer tudo o que no passado não disse, porque agora vejo que os "nossos" planos, destes-os a outra pessoa, vejo que estás a começar a viver tudo o que vivemos com ela, e digo-te que vivi muito tempo, a pensar que tu eras demais para mim, mas hoje apercebi-me que eu é que sempre fui demais para as tuas mãos segurarem. 

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