pedi a mim, para nunca, mas nunca, deixar de gostar de ti, pois eu queria cumprir a promessa que fiz a mim mesma, queria gostar de ti para sempre. quando ainda algo existia, parecia tudo tão real, que eu acredita, que ambos nos íamos pertencer, para (quase) a vida toda. sinceramente(?) eu queria ter gostado de ti para sempre, queria ter-te amado com a mesma intensidade para sempre, mesmo que tu não conseguisses fazer o mesmo, eu pedi, para que o meu coração fosse teu para sempre, e sabes porquê(?) porque eu não queria sofrer mais, não queria confiar em mais ninguém, não queria entregar o meu coração a ninguém, e tudo por tua culpa, por culpa de cada mentira tua, por culpa de cada ilusão tão, eu não queria ser feliz (com mais ninguém). quando tu vieste até mim, e falsamente me entregaste o teu coração, eu pensei que era real, era mutuo, eu pensava que eras tu, em quem eu poda confiar para a vida (quase) toda, mas enganei-me, pois aos poucos e poucos fui descobrindo mais um pouco de ti, até ao dia em que descobri que afinal não conhecia nada de ti, até ao dia que descobri que todos os teus defeitos, eram mínimos, e que todas as tuas qualidades não passavam de defeitos escondidos. agora diz-me, como tu foste capaz de ter um papel tão grande na minha vida, se esse papel era falso(?) como foste capaz de esconder uma mentira, que um dia mais tarde, sabias que me iria magoar(?) admito, todos os dias, pergunto-te, porque é que tu, porque é tu, que acusavas qualquer um de me fazer mal, eras o único que me fez mal(?) todos os dias, é como se um pouco mais, uma magoa crescesse dentro de mim, e me dominasse por completo, é como se houvesse um arrependimento enorme do primeiro ao ultimo momento. eu queria esquecer, eu quero esquecer, que alguma vez, eu fui capaz de dizer que tu fizeste parte da minha vida, e que eu te amei, como nunca tinha feito com ninguém.

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